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Austrália é o país mais viciadinho em ecstasy do mundo.

Published on 07/03/2010 By Diego

O ecstasy está fazendo 20 anos. Para comemorar, a revista Rolling Stone publicou uma matéria com uma pequena biografia da droga, sua história de amor com as gerações X e Y e de como ela se tornou remédio para melancolia e preguiça social.

Acredita-se que o ectasy ajudou a dismistificar o uso de drogas. O cara se injetando na veia, aspirando pó pelo nariz ou fumando pedrinhas de craque são imagens comumente associadas ao assunto. Com seu formato redondilha e modo de usar igual a aspirina, o ecstasy facilitou a iniciação às drogas daqueles que resistiam por medo ou pré-conceitos. Um case de reposicionamento no mercado.

Basta um copo de água para ajudar a pílula a descer e um pouquinho de paciência para esperar o efeito chegar. Por favor, aguarde na linha. Sua diversão é muito importante para nós.

A droga é muito usada pela galera na tentativa de “garantir” uma boa festa pela diminuição da inibição, aumento da sociabilidade e uma sensação generalizada de felicidade sintética . Ela se tornou uma das drogas mais populares do mundo nas duas últimas décadas, em especial na Austrália. O país está no topo da lista entre os maiores consumidores per capita. Um em cada três australianos pesquisados afirmaram já terem experimentado.

Por segurança, mantenha distância de ecstasy. É uma droga tão potente que faz até os australianos acharem que sabem dançar.

Gordinho de sunga lidera flash mob em Bondi Beach, Sidney.

Published on 24/11/2009 By Diego

Flash mob é uma atividade ou comportamento pouco usual ou inesperado realizado subitamente em espaço público por um grupo grande de pessoas que, ao final, fazem cara de paisagem como se nada tivesse acontecido.

O conceito de flash mob surgiu como derivado do conceito de smart mob, definido por Howard Rheingold como uma forma de estrutura social inteligente, eficiente e auto-organizada, que usa novas tecnologias como mediadoras das relações. O conceito já foi destaque no bacaníssimo New York Times Year in Ideas.

Um flash mob é, então, um smart mob saindo do armário em público aleatoriamente. Assista aqui a 24 flash mobs para entender a idéia ou crie seu próprio flash mob seguindo os 4 passos indicados aqui.

No final do mês passado, mais de 200 pessoas fizeram parte de um flash mob em Bondi Beach, em Sidney. Começou com um gordinho de sunga vermelha ligando o rádio bem alto e dançando passinhos no ritmo da música. Aos poucos, grupos de pessoas foram aderindo à coreografia, até que uma grande parte da areia da praia virou palco da performance inesperada.

A ação é parte de uma campanha para promover o lançamento de uma filmadora e os criadores esperam que o vídeo circule a Internet de forma viral. Estratégias de comunicação e marketing a parte, alguns flash mobs resultam em vídeos bacanas como esse onde toda a platéia de um show ensaiou uma coreografia ou esse onde 3 mil pessoas brincam de estátua.

Uma característica comum de todos eles é o exibicionismo. Só acontecem na frente das câmeras. Participar de um flash mob que não é filmado não tem graça. O legal da história é também poder assisti-lo e mostra-lo para os amigos como um certificado de bacanice.

Na era da Internet, o que não está online não tem relevância. E tudo é mensurável. Popularidade, por exemplo, é medida em número de cliques e posição nas buscas do Google. Flash mobs são, então, tentativas coletivas de ascender de classe social digitial.

O que os moradores de Sidney andam fazendo na cama.

Published on 13/11/2009 By Diego

Quem chegou àquela conclusão de que a gente passa um terço da vida na cama, provavelmente não estava sexualmente satisfeito. Quem tem sorte e sex appeal, passa uns dois terços da vida na cama, sendo que durante esse percentual extra se está bem acordado e não necessariamente na horizontal.

A Time Out fez recentemente uma pesquisa para descobrir como os moradores de Sidney usam esse tempo extra sobre o colchão. Eis algumas revelações do estudo e uma rápida análise sociológica:

- 46% dos pesquisados é gay, bissexual ou curioso (a galera tem a mente aberta)

- 51% perdeu a virgindade entre os 16 e 18 anos (ninguém quer virar adulto sem ter transado)

- 52% transa no primeiro ou segundo encontro (é só chegar que o pessoal tá facinho)

- 87% já transou em locais públicos (e você pensou que era apenas sorvete de creme na grama do parque)

- 41% prefere a posição “cachorrinho” (senta, dá a patinha e depois se faz se morto?)

- 80% faz uso de acessórios (tenha uma coleira sempre a mão)

- 50% dos heterossexuais já tiveram uma experiência gay (quem foi gay foi o outro parceiro)

- 57% já deu uma pegada em um colega de trabalho (a maioria não se importa de levar trabalho pra casa)

- 50% já se masturbaram no trabalho (alguns pediram ajuda para um colega)

- 85% faz algum tipo de manutenção nos pelos púbicos (os brasileiros estão fazendo escola)


Sobre esse último dado, já ouvi comentários de psicólogos dizendo que a tendência agora é essa: infantilizar os órgãos genitais, aparando ou tirando todos os pelos da região. É como se o flashback pubiano trouxesse de volta algo dos tempos de descoberta da sexualidade, como desejo insaciável, vigor adolescente ou mesmo critérios bem mais flexíveis na seleção de parceiros.

Quando se fala em Brasil aqui em Sidney, 3 palavras são top of mind: soccer, carnaval e brazilian waxing (depilação brasileira). A fama de termos os melhores jogadores do futebol do mundo está aos poucos sendo substituída pela fama do povo que dita as tendências de moda na região púbica. Quando digo que sou brasileiro, poucos me perguntam se sei jogar futebol, mas quase todos querem saber se sou raspadinho lá em baixo.

Sorte nossa que vamos sediar a copa do mundo de 2014. É nossa última chance de reafirmarmos que temos mais talento com os pés do que com cera e gillette.

Casamento ajuda no orçamento doméstico de brasileiros que moram em Sidney.

Published on 23/10/2009 By Diego

Vários namoradinhos que vem juntos passar uma temporada em Sidney acabam dando um passo a frente em direção a uma vida conjugal mais compromissada. Por praticidade e conveniência, muitos passam a morar juntos e viver a realidade da vida diária de um casal, bem diferente do namoro que acontecia na casa dos pais no Brasil.

O custo de vida em Sidney é alto, em especial para quem vem para Austrália com visto de estudante e tem limitações de horas de trabalho (20 horas por semana no máximo). Muitos desses namoradinhos descobrem que podem casar no civil e, assim, cortar os custos com estudos pela metade. Depois de oficializada a relação, apenas um membro do casal precisa estudar, uma economia de no mínimo mil dólares por trimestre.

Em Sidney, os brasileiros não se ajoelham para pedir a mão das meninas em casamento. O pedido é feito com papel e calculadora, mostrando para as parceiras os cálculos do quanto dá para economizar até que a morte (ou uma australiana bem gostosa) os separe.

Tem gente que nem conta que mudou de estado civil para os pais. Deixam para anunciar o acontecimento na churrascada de boas-vindas e falam com a boca cheia de picanha que é pra ver se ninguém entende, mas a culpa de não ter dito nada antes vai embora.

Na cultura dos brasileiros que moram na Austrália, casar e morar junto tem um significado diferente do que no Brasil. Lá é mais comum oficializar o relacionamento com base em sentimentos românticos e projetos de vida de longo prazo. Aqui se casa com um senso mais prático, tendo em vista objetivos mais de curto prazo, como juntar grana para viajar para a Gold Coast.

Para você, amiga, que está sendo enrolada há anos pelo seu namorado, que faz cara de paisagem toda vez que você fala em casamento, fica a dica: vem para cá que Sidney te dá uma mãozinha!

Ônibus de Sidney foi à lua quatro vezes.

Published on 17/05/2009 By Diego

Documentos oficiais revelaram que 1/4 da frota de ônibus de Sidney rodou mais de um milhão de quilômetros e pelo menos quatro carros, ainda em uso, já rodaram o equivalente à quatro idas à lua.

O porta-voz da oposição do governo estadual foi quem iniciou a polêmica numa critica ao sistema de transportes atual. Ele afirmou que o tempo recomendado para o uso de um ônibus seria de 13 anos e que está na hora de aposentar boa parte da frota que está nas ruas. O governo respondeu que muitos ônibus com 13 anos ainda estão em perfeitas condições de uso e que não vai desperdiçar o dinheiro dos pagadores de impostos em carros novos desnecessariamente.

Enquanto eles batiam boca, eu fui procurar um desses ônibus com o prazo de validade vencido para dar uma volta e avaliar a situação. Não precisei esperar mais que 5 minutos na parada e ainda tive duas escolhas de destino. Durante a minha viagem, de apenas algumas quadras, o ônibus tremeu tanto e fez tanto barulho que parecia a preparação para decolagem de uma quinta viagem à lua.

Vibradores a preços populares.

Published on 09/05/2009 By Diego

Hoje fui a uma daquelas lojinhas de 1,99 (que não tem nada por 1,99) e vi um vibrador à venda por apenas 13 dólares. Como um parâmetro de comparação, em Sidney, um desses custa em média 60 dólares, 461.5 % mais caro que o pau de borracha Made in China.

O mais intrigante disso tudo é o fato de o vibrador estar exposto em uma dessas lojas de quinquilharia a apenas uma prateleira de distância de massinhas de modelar. Talvez eu tenha sido ingênuo e inocente até agora em não perceber que os dois produtos concorrem na mesma categoria.

Independente disso, quero ressaltar que artigos eróticos como esse não deveriam ser vendidos em lojas de 1,99 pelo mesmo motivo que não são vendidos em supermercados ou lojinhas de conveniência: mantê-los fora do alcance de crianças, ainda que hoje em dia as crianças façam coisas de adulto cada vez mais cedo. E mesmo deixando de lado toda essa questão legal e moral de proteção à infância, será que alguém teria coragem de colocar um treco desses importado da China em algum orifício do corpo?

Tecnologias permitem que fracotes se vinguem de seus agressores.

Published on 02/05/2009 By Diego

Hoje em dia está super na moda em Sidney o que os australianos chamam de cyber-bullying. Trata-se do uso das tecnologias modernas com o objetivo de humilhar, intimidar, ofender e/ou agredir repetidamente uma pessoa ou grupo. Isso pode ser feito através do envio de mensagens de texto por celular, envio de e-mails, publicação de informações, fotos ou vídeos vexaminosos (não necessariamente verdadeiros) em uma página da Internet e o que mais sua imaginação puder criar.

É a globalização da humilhação. Agora pessoas em qualquer parte do mundo podem acompanhar online os piores momentos da sua vida.

Ano passado, uma menina australiana deu um pau numa colega de escola e uma amiga filmou a surra usando seu celular para, mais tarde, publicar o vídeo no youtube. Essa semana, duas estudantes de uma escola de prestígio em Sidney foram expulsas acusadas de cyber-bullying uma colega. Elas publicaram numa página do MySpace (similar ao Orkut) que a garota era fofoqueira, que ela pensa que é popular mas na verdade todos a odeiam, que ela diz para todo mundo que é hermafrodita e sai mostrando sua vagina deformada, entre outras barbaridades.

As tecnologias permitem o anonimato e, hoje em dia, não se precisa de coragem para agredir alguém. É muita covardia humilhar alguém sem dar a cara para bater. Os vilões dos meus anos de escola eram mais dignos. Tinham nome e rosto e eram inconsequentes com orgulho. Davam pau nos fracotes e depois desfilavam de campeões. Agora qualquer juca pode tirar onda de valentão sem ser descoberto. É a chance dos nerds de experimentar o outro lado do jogo.

Modelo de Sidney cria polêmica por ser magrela e ossuda demais.

Published on 22/04/2009 By Diego

Stephanie Naumoska, uma das finalistas do concurso de Miss Universo na Austrália, surpreendeu os jurados com seus 49 quilos escassamente distribuídos por um metro e oitenta de altura. Veja ela aqui.

As suspeitas de que a moça é anoréxica, bulímica ou as duas coisas deixou a garota irritada. “Eu não passo fome. Como de 6 à 8 refeições por dia e não vomito nenhuma delas”, afirmou a modelo, puta da cara. “Sou esbelta, é meu tipo físico. Acho injusto me criticarem por ser magra demais”.

A preocupação principal dos organizadores do evento é que outras meninas olhem para ela, seca desse jeito, e se achem gigantes, já que perto de Stephanie, qualquer pessoa se sentiria gorda. Diante de tudo isso, a garota de 19 anos vestiu a camiseta (tamanho infantil) de defensora dos magrelos.

Eu achei ótimo que, finalmente, nós, magros, teremos uma líder. Acho engraçado que é considerado ofensivo e mal-educado dizer na cara de uma pessoa que ela está muito gorda, mas ninguém vê problema nenhum em dizer para uma pessoa esguia que ela está magra demais. Quem já usou uma calça por baixo da outra para parecer mais rechonchudo sabe do que estou falando.

É como se os gordos não tivessem escolha em aumentar de tamanho, mas os magros pudessem escolher serem mais cheinhos.

Engordar é fácil. Emagrecer é difícil.

Ser gordo é destino. Ser magro é opção.

Gordinhos são simpáticos. Magrinhos são apáticos.

Ridículo. Lógica de raciocínio de primeira série. Stephanie acabou não ganhando o concurso, mas ganhou meu apoio na luta por uma Sidney mais magra e sem vergonha de mostrar seus ossos. Mas que a moça bem que podia dar uma engordadinha, eu vou ter que concordar.

Falta de mulheres leva prefeito a convocar feias para morar em cidade no interior da Austrália..

Published on 20/04/2009 By Diego

Sidney em tópicos ocupa a sexta posição no google na pesquisa pela expressão “falta homem na Austrália”. Fui parar na primeira página tendo escrito apenas um tópico pequeno sobre o assunto no ano passado, o que provavelmente significa que não tem muita informação sobre o tópico em português. Aqui vai minha singela contribuição para os brasileiros vindo para o país atrás de garotas e para as brasileiras vindo atrás de garotos.

Nas grandes capitais do país (como Perth, Melbourne, Brisbane e Sidney), faltam homens. É comum os australianos deixarem o país para investir em carreiras internacionais. Em cidades menores, no interior do país, faltam mulheres. Muitas australianas migram para cidades maiores à procura de melhores empregos e educação.

Ano passado, o prefeito de Mount Isa, uma dessas cidades pequenas, criou polêmica nacional quando divulgou sua “solução milagrosa” para acabar com a seca feminina. “Mandem as feiosas para cá”, disse ele em entrevista a um jornal local, que depois foi parar nos principais jornais do país. Com uma média de uma mulher para cada 5 homens, John Molony acredita que o desespero dos rapazes é tamanho que a expectativa deles em relação à beleza das parceiras é baixíssima e mesmo os buchos conseguem desencalhar.

Completando o ciclo migratório, as mulheres se mudam para as grandes cidades à procura de salários maiores, mas como consequência têm chances menores de encontrar um parceiro. Se o raciocínio funcionar de forma inversa, você, homem brasileiro que é feio como o diabo, tem altas chances de desencalhar vindo para Sidney.

Procura-se virgens exibicionistas.

Published on 16/04/2009 By Diego

O cineasta australiano Justin Sisely está a procura de um rapaz e uma garota dispostos a leiloar suas virgindades na internet. O casal será protagonista de um documentário em que perderão a virgindade em frente às câmeras.

O cachê é de 20 mil dólares mais 45% de participação nos lucros do filme. O roteiro incluirá uma cena onde os jovens se submetem a testes de virgindade. Tenho uma idéia vaga e imprecisa de como a garota será testada. Alguém sabe como se verifica a pureza sexual de um rapaz?

Tudo isso está soando mais para filme pornô do que para documentário. Brasileiros interessados, cliquem aqui para mais informações. Não se preocupe se o seu inglês não é muito bom. Nível básico deve ser mais do que suficiente para participar do projeto.