Quem passa desavisado pela vitrine do açougue Victor Churchill, no bairro Woollahra em Sydney, pode facilmente confundí-lo com uma loja de grife avant-garde. Ele existe há 133 anos, mas foi só no ano passado que as obras que a tornaram super cool foram concluídas.
Esqueça todas as suas prévias experiências com açougueiros mal-humorados, barrigudos e mal-penteados. Os funcionários são uniformizados, tem corte de cabelo bacana e etiqueta de vendedor de loja de grife. Carne nesse açougue não é commodity. Todos os produtos são cuidadosamente apresentados em um ambiente com projeto de escritório de arquitetura respeitado na Austrália.
Se virar churrasco é inevitável, terminar na vitrine da Victor Churchill é o mais próximo que um animal pode ter de um final feliz.
O ecstasy está fazendo 20 anos. Para comemorar, a revista Rolling Stone publicou uma matéria com uma pequena biografia da droga, sua história de amor com as gerações X e Y e de como ela se tornou remédio para melancolia e preguiça social.
Acredita-se que o ectasy ajudou a dismistificar o uso de drogas. O cara se injetando na veia, aspirando pó pelo nariz ou fumando pedrinhas de craque são imagens comumente associadas ao assunto. Com seu formato redondilha e modo de usar igual a aspirina, o ecstasy facilitou a iniciação às drogas daqueles que resistiam por medo ou pré-conceitos. Um case de reposicionamento no mercado.
Basta um copo de água para ajudar a pílula a descer e um pouquinho de paciência para esperar o efeito chegar. Por favor, aguarde na linha. Sua diversão é muito importante para nós.
A droga é muito usada pela galera na tentativa de “garantir” uma boa festa pela diminuição da inibição, aumento da sociabilidade e uma sensação generalizada de felicidade sintética . Ela se tornou uma das drogas mais populares do mundo nas duas últimas décadas, em especial na Austrália. O país está no topo da lista entre os maiores consumidores per capita. Um em cada três australianos pesquisados afirmaram já terem experimentado.
Por segurança, mantenha distância de ecstasy. É uma droga tão potente que faz até os australianos acharem que sabem dançar.
Decobri o Keith Loutit no site Brasil Austrália. O cara é um fotógrafo de Sidney que criou vários vídeos muito bacanas da cidade usando um processo chamado tilt-shift, que dá a impressão de as imagens serem pequenas maquetes em miniatura.
Vale a pena conferir o trabalho dele abaixo ou no site dele.
A Jeans West, uma das maiores lojas de jeans da Austrália, instalou câmeras e monitores próximo aos provadores de três de suas lojas para ajudar os compradores naquele momento crucial da decisão de compra: confirmar se a bunda ficou boa na calça.
A idéia é substituir aquela clássica viradinha de pescoço que todo mundo dá para avaliar se você se interessaria pela sua bunda se ela fosse de outra pessoa, tornando o processo mais confortável ou mesmo viável para quem está com torcicolo. Basta parar no local indicado e dar uma espiadinha no monitor.
Clique aqui para assistir ao vídeo.
Há quem diga que, além de uma estratégia de marketing para gerar mídia espontânea (deu certo), as Butt Cams seriam um modo sutil de proteção contra furtos, fato negado pela Jeans West. Também seriam uma tentativa de oferecer algum tipo de serviço aos consumidores para compensar a diminuição no número de funcionários nas lojas. Ao invés de pedir para a moça ou o moço da loja para analisar sua bunda, você tem a oportunidade de exercitar seu narcisismo.
“As câmeras não gravam nenhuma imagem”, a loja afirmou para os clientes apreensivos com a possibilidade de sua bunda ficar famosa no youtube em uma calça que não ficou boa. Talvez eles devessem oferecer a opção de publicar o vídeo no site no caso da calça cair super bem e, quem sabe, até criar um concurso para ver qual a bunda mais acessada da Austrália.
A Austrália passou maus bocados com a crise financeira mundial. Trabalhadores perderam seus empregos, empresas fecharam suas portas e os dólares australianos – que ganho a sangue, suor e lágrimas – perderam valor no mercado global e no mercadinho na esquina da minha casa.
Em maio desse ano, uma emissora de televisão iniciou uma campanha contra a crise, argumentando que, apesar do momento desfavorável, haviam vários motivos para os australianos ficarem otimistas com relação à situação econômica do país. O medo geral era que as pessoas parassem de comprar o que na verdade não precisam e, assim, esculhambassem a lógica do ciclo consumista.
Uma das estratégias criadas pelo canal 7 para evitar que isso acontecesse foi pedir a ajuda dos “reject the recession dancers”, algo como dançarinos rejeitadores da recessão. Stay positive… reject the recession! You know that life is really good. Reject the recession! Come on, let’s make it understood… dizia a letra da música, enquanto quatro dançarinos exibiam uma coreografia tecno-funk-hip-hop em um dos programas da emissora, no intúito de ajudar a manter a economia australiana movimentada.
E funcionou! Os australianos concluíram que era melhor fazer a sua parte e ir às compras antes que o país entrasse em recessão. Eles ficaram assustados que as músicas e coreografias que seriam criadas para tirar o país do buraco desencadeasse uma outra crise ainda mais preocupante: uma crise nervosa nos telespectadores.
Coalas e cangurus a Austrália tem de sobra, mas elefantes o país não tinha nenhum. No último dia 4 de julho, nasceu o primeiro elefante australiano. A mãe do filhotinho era uma elefante de rua em Bangkok, na Tailândia, e foi trazida para a Austrália como parte de um projeto de preservação de uma espécie asiática em risco de extinção.
Os veterinários do Taronga Zoo, zoológico de Sidney, foram os cafetões do encontro da fêmea Thong Dee com o garanhão Gung e o resultado foi o nascimento de Luk Chai. O nome do elefantinho, que tem inspiração tailandesa, foi escolhido através de um concurso popular que teve a participação de mais de 30 mil pessoas.
Quem quiser acompanhar todos os passos do primeiro elefante australiano, pode acessar o diário digital do bebê, que vem documentando tudo o que acontece com ele desde o nascimento.
Um comediante local disse que se ele pudesse nascer de novo, queria voltar como elefante em extinção, já que, além de ter uma tromba gigante, teria profissionais super qualificados trabalhando duro a procura de parceiras para ele transar.
- Se eu tivesse escolha, comeria apenas algumas poucas vezes por semana. Nunca tive paciência com comida, nem para comer e muito menos para cozinhar. Há sempre outras prioridades na minha agenda. Parece absurdo e sensacionalista, mas houve dias em que fiz uma refeição e simplesmente esqueci das outras. Fui lembrado que era hora de comer novamente por uma fraqueza nas pernas ou uma dor de cabeça. Não gosto da idéia de investir meu tempo em algo que acaba sendo descartado horas depois em uma privada qualquer. Para economizar energia nesse processo, criei um grupo seleto de comidas favoritas. Meus amigos debocham dizendo que tenho paladar infantil, que só gosto de sabores divertidos e fáceis de entender. Há não muito tempo atrás eu só comia quando estava morrendo de fome e só bebia quando estava morrendo de sede. Isso ainda acontece de vez em quando, mas estou me esforçando para mudar. Um dia Sidney comentou que quem chega nesses extremos pode estar sofrendo de anorexia existencial. Sorte que o meu caso é bem mais simples. Meu apetite, quando se sente solitário, só funciona no modo de emergência.
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O governo do Estado de Queensland anunciou em janeiro desse ano o que está sendo chamado de o melhor emprego do mundo: zelador de uma ilha paradisíaca chamada Hamilton, localizada na internacionalmente famosa Grande Barreira de Corais.
A vaga é para um contrato temporário de apenas seis meses, mas o salário de 25 mil dólares australianos mensais (quase 40 mil reais) compensa. Passagens aéreas de ida e volta, seguro saúde, um buggy e acomodação em uma casa de 3 quartos durante todo o período estão incluídos no pacote de benefícios.
A rotina do novo funcionário envolve coleta de correspondência, alimentar tartarugas marinhas e peixes, limpar as piscinas, observar baleias e mergulhar. Além dessas tarefas rotineiras, o zelador deverá manter um blog, diário de fotos e vídeos sobre o seu dia-a-dia.
Nenhuma qualificação acadêmica é necessária para realizar o trabalho, mas saber nadar e mergulhar, ter espírito aventureiro, ser um ótimo comunicador, além de ter inglês fluente, são atributos considerados importantes. O vencedor do concurso foi o inglês Ben Southall, que foi escolhido entre mais de 34 mil candidatos do mundo inteiro.
Tudo isso é parte de uma estratégia de marketing do governo de Queensland para promover turismo na ilhas da região. Os 1.7 milhões de dólares investidos na campanha geraram mídia espontânea em jornais, revistas, websites e canais de televisão do mundo inteiro, representando um valor total de 150 milhões de dólares.
Sucesso! Case de marketing que até já rendeu prêmio para a agência de propaganda que criou. Agora só falta toda essa atenção da mídia se transformar em turismo, que é o objetivo principal da campanha. Existe a expectativa de que o vencedor do concurso – com seus vídeos, fotos e blog sobre a experiência – continue a captar atenção mundial e que isso seja suficiente para convencer turistas a escolherem uma das ilhas de Queensland como destino de viagem. O melhor emprego do mundo traz responsabilidades do tamanho da Austrália.
Stephanie Naumoska, uma das finalistas do concurso de Miss Universo na Austrália, surpreendeu os jurados com seus 49 quilos escassamente distribuídos por um metro e oitenta de altura. Veja ela aqui.
As suspeitas de que a moça é anoréxica, bulímica ou as duas coisas deixou a garota irritada. “Eu não passo fome. Como de 6 à 8 refeições por dia e não vomito nenhuma delas”, afirmou a modelo, puta da cara. “Sou esbelta, é meu tipo físico. Acho injusto me criticarem por ser magra demais”.
A preocupação principal dos organizadores do evento é que outras meninas olhem para ela, seca desse jeito, e se achem gigantes, já que perto de Stephanie, qualquer pessoa se sentiria gorda. Diante de tudo isso, a garota de 19 anos vestiu a camiseta (tamanho infantil) de defensora dos magrelos.
Eu achei ótimo que, finalmente, nós, magros, teremos uma líder. Acho engraçado que é considerado ofensivo e mal-educado dizer na cara de uma pessoa que ela está muito gorda, mas ninguém vê problema nenhum em dizer para uma pessoa esguia que ela está magra demais. Quem já usou uma calça por baixo da outra para parecer mais rechonchudo sabe do que estou falando.
É como se os gordos não tivessem escolha em aumentar de tamanho, mas os magros pudessem escolher serem mais cheinhos.
Engordar é fácil. Emagrecer é difícil.
Ser gordo é destino. Ser magro é opção.
Gordinhos são simpáticos. Magrinhos são apáticos.
Ridículo. Lógica de raciocínio de primeira série. Stephanie acabou não ganhando o concurso, mas ganhou meu apoio na luta por uma Sidney mais magra e sem vergonha de mostrar seus ossos. Mas que a moça bem que podia dar uma engordadinha, eu vou ter que concordar.
Sidney em tópicos ocupa a sexta posição no google na pesquisa pela expressão “falta homem na Austrália”. Fui parar na primeira página tendo escrito apenas um tópico pequeno sobre o assunto no ano passado, o que provavelmente significa que não tem muita informação sobre o tópico em português. Aqui vai minha singela contribuição para os brasileiros vindo para o país atrás de garotas e para as brasileiras vindo atrás de garotos.
Nas grandes capitais do país (como Perth, Melbourne, Brisbane e Sidney), faltam homens. É comum os australianos deixarem o país para investir em carreiras internacionais. Em cidades menores, no interior do país, faltam mulheres. Muitas australianas migram para cidades maiores à procura de melhores empregos e educação.
Ano passado, o prefeito de Mount Isa, uma dessas cidades pequenas, criou polêmica nacional quando divulgou sua “solução milagrosa” para acabar com a seca feminina. “Mandem as feiosas para cá”, disse ele em entrevista a um jornal local, que depois foi parar nos principais jornais do país. Com uma média de uma mulher para cada 5 homens, John Molony acredita que o desespero dos rapazes é tamanho que a expectativa deles em relação à beleza das parceiras é baixíssima e mesmo os buchos conseguem desencalhar.
Completando o ciclo migratório, as mulheres se mudam para as grandes cidades à procura de salários maiores, mas como consequência têm chances menores de encontrar um parceiro. Se o raciocínio funcionar de forma inversa, você, homem brasileiro que é feio como o diabo, tem altas chances de desencalhar vindo para Sidney.