Sidney à primeira vista e informações aleatórias.
- Minha viagem até Sidney demorou 3 dias, 5 aeroportos, 3 trocas de avião, 23 horas de espera entre conexões e 3 mudanças de fuso horário. Finalmente entendi o conceito de relatividade do tempo.
- O mapa mundi que os australianos usam é invertido. As américas ficam na direita e a Europa, a África e a Ásia à esquerda. Dessa forma a Austrália fica no centro do mapa. Olha aqui.
- Quem nasce em Porto Alegre é porto-alegrense. Quem nasce em Sidney é Sydneysider.
- A maneira educada de os australianos perguntarem qual a sua nacionalidade é indagando “de onde vem o seu sotaque?”.
- As privadas de Sidney têm botão para meia descarga, em caso de número 1, e para descarga inteira, em caso de número 2. Idéias inovadoras para economizar água.
- O preço da passagem de ônibus em Sidney depende de onde se vai descer. Tem 5 tarifas diferentes. Quanto mais longe, mais caro. E não tem cobrador. Se paga ao motorista ou se compra passes adiantados.
- Na Austrália não existe a tradição de vestir branco no ano novo.
- Sidney é tapada de orientais. Se eu não tivesse visto a Opera House, teria certeza de que estava em algum lugar na Ásia.
- É comum orientais, europeus e latino-americanos terem uma versão do seu nome em inglês porque os gringos são limitados na pronúncia de palavras com sons incomuns na língua inglesa.
- As vitrines da David Jones, loja de departamento bacana que fica no centro da cidade, são um sucesso o ano todo. Destaque para a decoração de natal. São 6 vitrines com corais de bonecos eletronicos cantando os mega hits do papai noel.
- Quem chega em Sidney em novembro se impressiona com a concentração de bigodes por metro quadrado. Parece que explodiu uma bomba de mau gosto na cidade. Rapazes de todas as idades, cores e sabores aderem nessa época à penugem supra-labial. Mas a causa da cafonice é nobre. Trata-se do Movembro (com ‘M’ mesmo). Funciona assim: rapazes interessados em participar se registram na Fundação Movembro com o rosto limpinho. Daí durante o mês de novembro, eles deixam crescer um Moustache (bigode em inglês – daí vem o ‘M’) e viram embaixadores do programa, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para programas de conscientização sobre a saúde do homem. Isso porque muitos não procuram médicos quando estão doentes e não fazem check ups regulares já que pensam que macho que é macho aguenta tudo no osso. Mulheres são bem vindas na ajuda de arrecadação de fundos, mas não são encorajadas a deixar o bigode crescer.
- Super IN em festas aqui é contratar um músico para improvisar melodias em cima do som eletronico do DJ. Bem bacana.
- Em Sidney, o branco do napolitano também fica no meio do sorvete.