O governo australiano depositou hoje 900 dólares na minha conta, parte do plano de incentivo à movimentação da economia. Muitos ficaram na dúvida se mesmo estudantes internacionais e estrangeiros com visto de trabalho receberiam o dinheiro. Mas diante dos olhos do Tax Office (Receita Federal), somos todos considerados residentes quando o assunto é pagamento de impostos.
Mesmo não tendo direito a benefício nenhum, como por exemplo acesso ao serviço de saúde pública ou seguro desemprego, pagamos impostos como qualquer cidadão australiano. Nada mais justo do que sermos incluídos no plano de incentivo à economia.
Além de pagar impostos, estudantes internacionais injetaram grande parte dos 15.5 bilhões de dólares no setor de educação, só em 2008. Educação é o terceiro maior produto de exportação da Austrália, atrás apenas de minério de ferro e carvão. Muitos brasileiros são consumidores fiéis desse produto, ainda que as vezes ele venha com defeito de fábrica. É bom começarem a nos paparicar mesmo porque senão a gente vai levar nossos 900 dólares para gastar em outra freguesia.
Sidney perguntou para alguns de seus milhares de moradores quais são suas expectativas a respeito do futuro da cidade. Em respostas, eles afirmaram que querem uma cidade ecologicamente sustentável, onde as pessoas possam se sentir próximas e conectadas ao mundo. Querem uma cidade que seja centro econômico mundial e que valorize a diversidade e criatividade cultural. Também querem que Sidney continue a administrar problemas e desafios do aquecimento global e da economia globalizada.
Baseado nisso tudo, a prefeitura lançou o projeto 2030, Sidney Sustentável, que visa transformar a cidade num centro verde (adotando práticas camaradas com a natureza), global (inovando na busca de soluções criativas para crescer de forma sustentável) e conectada (internamente em seus bairros e comunidades e externamente com o mundo).
Essa é a resposta da administração municipal para problemas como o aumento contínuo do preço do petróleo, os preços cada mais mais altos do mercado imobiliário e os dilemas ecológicos de um planeta cada vez mais quente.
Se quiser ler mais sobre o porjeto, dê uma passadinha aqui. Várias idéias ótimas.para transformar a cidade, mantendo o que está dando certo e consertando o que não funciona. Isso lembra papo furado de horário eleitoral. Tomara que não fique só na promessa.
Dermatologista, dentista e cabelereiro são algumas das várias ocupações em demanda na Austrália. Candidatos à imigrante que tem essas qualificações tem convite VIP para entrar no país.
Já começou a ser criada uma geração de profissionais bem-sucedidos com dermatite, dentes podres e péssimo corte de cabelo. O futuro dos australianos depende muito mais dos extrangeiros do que eles gostariam.

- É bem comum em algum momento da vida profissional sentir-se uma farsa. Achar que não se sabe nada de nada e ficar ansioso com a possibilidade de alguém descobrir que você toma decisões baseado na última consulta com sua taróloga. Os casos patológicos têm até nome: síndrome do impostor. Basicamente, é quando alguém não reconhece suas habilidades e vive na ansiedade de que será desmascarado em sua total e absoluta ignorância no que faz. No meu caso, eu realmente era uma farsa. Foi tudo muito rápido. Num dia eu estava sentado em frente a um computador, masturbando conceitos abstratos no mundo das idéias, e no outro estava correndo para levar 3 pratos quentes para uma mesa. E nenhum deles era para mim. Eu não tinha a menor idéia do que estava fazendo, mas estava mais feliz que depressivo quando ouve Andriana Calcanhoto. Era meu primeiro emprego na Austrália. Já não era mais publicitário. Eu agora era garçon. O que eu ainda não sabia era que uma troca de profissão não pode ser vendida separadamente de uma troca de identidade.
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