Flash mob é uma atividade ou comportamento pouco usual ou inesperado realizado subitamente em espaço público por um grupo grande de pessoas que, ao final, fazem cara de paisagem como se nada tivesse acontecido.
O conceito de flash mob surgiu como derivado do conceito de smart mob, definido por Howard Rheingold como uma forma de estrutura social inteligente, eficiente e auto-organizada, que usa novas tecnologias como mediadoras das relações. O conceito já foi destaque no bacaníssimo New York Times Year in Ideas.
Um flash mob é, então, um smart mob saindo do armário em público aleatoriamente. Assista aqui a 24 flash mobs para entender a idéia ou crie seu próprio flash mob seguindo os 4 passos indicados aqui.
No final do mês passado, mais de 200 pessoas fizeram parte de um flash mob em Bondi Beach, em Sidney. Começou com um gordinho de sunga vermelha ligando o rádio bem alto e dançando passinhos no ritmo da música. Aos poucos, grupos de pessoas foram aderindo à coreografia, até que uma grande parte da areia da praia virou palco da performance inesperada.
A ação é parte de uma campanha para promover o lançamento de uma filmadora e os criadores esperam que o vídeo circule a Internet de forma viral. Estratégias de comunicação e marketing a parte, alguns flash mobs resultam em vídeos bacanas como esse onde toda a platéia de um show ensaiou uma coreografia ou esse onde 3 mil pessoas brincam de estátua.
Uma característica comum de todos eles é o exibicionismo. Só acontecem na frente das câmeras. Participar de um flash mob que não é filmado não tem graça. O legal da história é também poder assisti-lo e mostra-lo para os amigos como um certificado de bacanice.
Na era da Internet, o que não está online não tem relevância. E tudo é mensurável. Popularidade, por exemplo, é medida em número de cliques e posição nas buscas do Google. Flash mobs são, então, tentativas coletivas de ascender de classe social digitial.