Archive for November, 2009

Gordinho de sunga lidera flash mob em Bondi Beach, Sidney.

24/11/2009

Flash mob é uma atividade ou comportamento pouco usual ou inesperado realizado subitamente em espaço público por um grupo grande de pessoas que, ao final, fazem cara de paisagem como se nada tivesse acontecido.

O conceito de flash mob surgiu como derivado do conceito de smart mob, definido por Howard Rheingold como uma forma de estrutura social inteligente, eficiente e auto-organizada, que usa novas tecnologias como mediadoras das relações. O conceito já foi destaque no bacaníssimo New York Times Year in Ideas.

Um flash mob é, então, um smart mob saindo do armário em público aleatoriamente. Assista aqui a 24 flash mobs para entender a idéia ou crie seu próprio flash mob seguindo os 4 passos indicados aqui.

No final do mês passado, mais de 200 pessoas fizeram parte de um flash mob em Bondi Beach, em Sidney. Começou com um gordinho de sunga vermelha ligando o rádio bem alto e dançando passinhos no ritmo da música. Aos poucos, grupos de pessoas foram aderindo à coreografia, até que uma grande parte da areia da praia virou palco da performance inesperada.

A ação é parte de uma campanha para promover o lançamento de uma filmadora e os criadores esperam que o vídeo circule a Internet de forma viral. Estratégias de comunicação e marketing a parte, alguns flash mobs resultam em vídeos bacanas como esse onde toda a platéia de um show ensaiou uma coreografia ou esse onde 3 mil pessoas brincam de estátua.

Uma característica comum de todos eles é o exibicionismo. Só acontecem na frente das câmeras. Participar de um flash mob que não é filmado não tem graça. O legal da história é também poder assisti-lo e mostra-lo para os amigos como um certificado de bacanice.

Na era da Internet, o que não está online não tem relevância. E tudo é mensurável. Popularidade, por exemplo, é medida em número de cliques e posição nas buscas do Google. Flash mobs são, então, tentativas coletivas de ascender de classe social digitial.

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O que os moradores de Sidney andam fazendo na cama.

13/11/2009

Quem chegou àquela conclusão de que a gente passa um terço da vida na cama, provavelmente não estava sexualmente satisfeito. Quem tem sorte e sex appeal, passa uns dois terços da vida na cama, sendo que durante esse percentual extra se está bem acordado e não necessariamente na horizontal.

A Time Out fez recentemente uma pesquisa para descobrir como os moradores de Sidney usam esse tempo extra sobre o colchão. Eis algumas revelações do estudo e uma rápida análise sociológica:

- 46% dos pesquisados é gay, bissexual ou curioso (a galera tem a mente aberta)

- 51% perdeu a virgindade entre os 16 e 18 anos (ninguém quer virar adulto sem ter transado)

- 52% transa no primeiro ou segundo encontro (é só chegar que o pessoal tá facinho)

- 87% já transou em locais públicos (e você pensou que era apenas sorvete de creme na grama do parque)

- 41% prefere a posição “cachorrinho” (senta, dá a patinha e depois se faz se morto?)

- 80% faz uso de acessórios (tenha uma coleira sempre a mão)

- 50% dos heterossexuais já tiveram uma experiência gay (quem foi gay foi o outro parceiro)

- 57% já deu uma pegada em um colega de trabalho (a maioria não se importa de levar trabalho pra casa)

- 50% já se masturbaram no trabalho (alguns pediram ajuda para um colega)

- 85% faz algum tipo de manutenção nos pelos púbicos (os brasileiros estão fazendo escola)


Sobre esse último dado, já ouvi comentários de psicólogos dizendo que a tendência agora é essa: infantilizar os órgãos genitais, aparando ou tirando todos os pelos da região. É como se o flashback pubiano trouxesse de volta algo dos tempos de descoberta da sexualidade, como desejo insaciável, vigor adolescente ou mesmo critérios bem mais flexíveis na seleção de parceiros.

Quando se fala em Brasil aqui em Sidney, 3 palavras são top of mind: soccer, carnaval e brazilian waxing (depilação brasileira). A fama de termos os melhores jogadores do futebol do mundo está aos poucos sendo substituída pela fama do povo que dita as tendências de moda na região púbica. Quando digo que sou brasileiro, poucos me perguntam se sei jogar futebol, mas quase todos querem saber se sou raspadinho lá em baixo.

Sorte nossa que vamos sediar a copa do mundo de 2014. É nossa última chance de reafirmarmos que temos mais talento com os pés do que com cera e gillette.

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