Archive for June, 2009

Descubra o objetivo da sua vida em 3 passos.

13/06/2009

Cheguei em Sidney aos 26 anos. Quando decidi vir para cá, criei várias expectativas de que morar no exterior fosse trazer respostas para algumas das minhas questões existenciais. Ao invés disso, Sidney me fez perguntas ainda mais cabeludas. Como reconfigurar a relação com a família depois de sair de casa? O que fazer quando se deixa de acreditar nas mentiras criadas para abafar traços inconvenientes da nossa personalidade? De quem são esses pés de galinha que estão aparecendo no meu rosto?

Em pouco mais de um mês, vou completar 30 anos e a sensação de ainda estar vivendo uma adolescência tardia já parece ridícula. Inconsequência, indecisão, rebeldia e ideais ultrapassados não combinam com cabelos brancos. Trinta anos é tempo suficiente para se descobrir o que se quer fazer da vida. De preferência, a essa altura, já se devia estar fazendo alguma coisa dela há um bom tempo atrás.

Chegar nessa idade sem ter nenhuma pista sobre o sentido disso tudo é, para mim, desconcertante. Qual é meu principal objetivo na vida? O que estou fazendo aqui? Que ônibus se pega para voltar para o centro?

Ainda bem que hoje em dia temos o Google, o psicólogo eletrônico da sociedade pós-moderna. Ao invés de horas investidas na construção de discursos cifrados no sofá de um profissional de saúde mental, basta digitar algumas palavras-chave para se receber orientação sobre o assunto.

Uma técnica interessante, sugerida no Anxiety Culture, permite a identificação do seu objetivo de vida deixando de lado pensamentos condicionados à necessidade de permissão e ao medo de desaprovação. A técnica consiste nos seguintes passos:

  1. Identifique o que você mais gosta em você.
  2. Identifique as atividades em que você mais investe seu tempo livre.
  3. Imagine como seria o mundo se ele fosse perfeito.

O objetivo da sua vida, diz o site, é a liga que une essas três respostas juntas. Ou seja, é o modo como você usa suas melhores características, habilidades e atributos em suas atividades favoritas com o objetivo de manifestar a sua visão de um mundo perfeito.

Isso não tem necessariamente a ver com sua atividade profissional. Tem a ver com a marca que você vai deixar no mundo. Abaixo, minha tentativa.

  1. O que mais gosto em mim são minhas mãos e tudo que eu posso criar com elas.
  2. Eu invisto a maior parte do meu tempo livre na companhia dos meus amigos.
  3. Se o mundo fosse perfeito, teríamos pelo menos um momento de intenso prazer por dia.

Qual o objetivo da minha vida, então? Proporcionar momentos de intenso prazer para meus amigos usando minhas mãos. Hum… Parece um tanto ousado, mas quem sou eu para duvidar do destino.

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Sidney foi bem representada no filme Sex in The City.

10/06/2009

O filme Sex in The City foi sucesso de bilheteria no ano passado. O público ficou bem faceiro de poder matar as saudades da série de tv no escurinho do cinema. O povo de Sidney teve um motivo extra para ficar entusiasmado com o lançamento do filme. A atriz australiana Caroline Pickering, que já trabalhou em mais de 200 filmes, finalmente conseguiu um papel em um blockbuster de Hollywood.

A ex-moradora da cidade tem vasta experiência na indústria de entretenimento para adultos, que é uma forma profissional e higiênca de dizer filme pornô. Um dos seus filmes mais recentes se chama “Dude, that’s my mom!” (Cara, essa é minha mãe!), um título tão bem pensado que já incluí o clímax da história.

Em Sex in The City, Caroline – que usa Monica Mayhem como nome artístico – é uma das garotas que dá para Dante, o vizinho garanhão da personagem Samantha. Ainda que nos créditos ela apareça apenas como “Dante’s lover No 1”, aqui na Austrália ela já está sendo aclamada como a Nicole Kidman da indústria pornográfica. Em entrevista, ela contou que no teste para o papel simulou uma cena de sexo sozinha, sentada em uma cadeira, e foi contratada na hora.

Eu, enquanto morador da cidade, fiquei orgulhoso de ver Sidney tão bem representada em um filme badalado como esse. Isso me dá esperança de que, um dia, quem sabe, vai chegar a minha vez (de representar Sidney em Hollywood, não de dar para o vizinho da Samantha, só para deixar claro).

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O que a felicidade das galinhas tem a ver com sua saúde?

05/06/2009

- Se eu tivesse escolha, comeria apenas algumas poucas vezes por semana. Nunca tive paciência com comida, nem para comer e muito menos para cozinhar. Há sempre outras prioridades na minha agenda. Parece absurdo e sensacionalista, mas houve dias em que fiz uma refeição e simplesmente esqueci das outras. Fui lembrado que era hora de comer novamente por uma fraqueza nas pernas ou uma dor de cabeça. Não gosto da idéia de investir meu tempo em algo que acaba sendo descartado horas depois em uma privada qualquer. Para economizar energia nesse processo, criei um grupo seleto de comidas favoritas. Meus amigos debocham dizendo que tenho paladar infantil, que só gosto de sabores divertidos e fáceis de entender. Há não muito tempo atrás eu só comia quando estava morrendo de fome e só bebia quando estava morrendo de sede. Isso ainda acontece de vez em quando, mas estou me esforçando para mudar. Um dia Sidney comentou que quem chega nesses extremos pode estar sofrendo de anorexia existencial. Sorte que o meu caso é bem mais simples. Meu apetite, quando se sente solitário, só funciona no modo de emergência.

Leia o texto completo clicando aqui.

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